A tradição do
Presépio Vivente
Pode
ser útil conhecer as origens da
tradição cristã do
presépio, que por 200 anos continua com um
fascínio imutável.
Por que comemoramos o Natal
no dia 25 de dezembro
A tradição
do Natal do ano de 400 ao 1200
Francisco de Assis e a
apresentação da Natividade
A iconografia do
presépio
Os montes santos
O presépio napolitano
A festa da Epifania
O presépio na arte
Para saber mais
Tantos presépios para visitar
O presépio da
nossa memória
O presépio da nossa
memória
Por
que comemoramos o Natal no dia 25 de dezembro
A decisão de comemorar no
dia 25 de dezembro o nascimento de Jesus Cristo foi tomada por Giulio I
(papa de 337 a 352) alguns anos após a decisão
histórica de Constantino de conceder a liberdade de culto
aos cristãos.
Não por acaso, esta festa acontece no dia em que os
pagãos comemoravam o solstício de inverno com
festas e banquetes, mas o prolongamento da
comemoração dos dias tem uma origem ainda mais
antiga e contam provavelmente com os egípcios, adoradores do
rei Ra, ou seja, o deus do sol.
O Evangelho de Lucas também fala do Sol: “gracas a
entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual
nos visitará o sol nascente das alturas, para iluminar os
que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos
pés pelo caminho da paz.” Lucas 1:78-79
Enfim, os pais da igreja definiam Jesus como o “sol da
justiça” e assim é clara a
intenção da igreja de sobrepor uma festa
cristã à uma pagã.
Esta data foi aceitada também pela igreja oriental em 380.
A
tradição do Natal do ano de 400 a 1200
Entre os anos de 432 e 440 o papa
Sisto III levou para Roma alguns fragmentos retidos do berço
de Jesus e os colocou na basílica liberiana, que desde
então foi dedicada à Maria em honra ao dogma
decretado pelo Conselho de Éfeso em 431, onde Maria
é reconhecida como a verdadeira mãe de Deus e por
isso a basílica recebeu o nome de Santa Maria Maggiore.
Foi nesta mesma igreja que nasceu a tradição da
missa do galo, que foi inspirada por um uso semelhante em
Jerusalém.
A partir do século VIII o nascimento e
ressurreição foram temas de
apresentações com fantasias, partes dos
evangelhos, que passaram das igrejas às praças
até envolver cidades inteiras.
A religiosidade destas aprersentações foi
desaparecendo aos poucos a tal ponto que os frades e padres explodiram
nos púlpitos contra esta vulgarização.
Em 1207 Innocenzo III (cardeal Giovanni Lotario, papa de 1198 a 1216)
também o fez e chegou até a proibir tais
apresentações.
Francisco
de Assis e a apresentação da Natividade
O dia 24 de dezembro de 1223 foi uma
data importante para o presépio. Francisco de Assis chegou
em Greccio (RI) com o inseparável frade Leone e pediu a
Onorio III (cardeal Cencio Savelli pontífice de 1216 a 1227)
a anulação da proibição de
Innocenzo III e a consegue graças ao apoio de Giovanni
Velita, poderoso e generoso local, que lhe cedeu animais, palha e
manjedoura.
Na noite da véspera de Natal, ao som de sinos, os habitantes
de Greccio foram convocados numa gruta onde Francisco tinha pensado em
fazer reviver o nascimento do Redentor. Os habitantes chegaram na gruta
a pé, a cavalo, em jumento, pastores inconscientes da
cerimônia sagrada. O cardeal Ugolino, conde de Segni,
celebrou a missa circundado por animais e pelas pessoas caladas. A
lenda conta que enquanto pregava para a multidão, Francisco
vê por um momento o Menino Jesus se materializar nos seus
braços, como alguns testemunhas declararam de ter visto
também.
Francisco de Assis morreu dois anos depois, sem que o acontecimento se
repetisse. Os frades franciscanos, com exemplo de seus fundadores,
divulgaram a tradição do presépio,
tanto que Francisco de Assis foi considerado padrão
universal desde 1986.
O acontecimento de Greccio se tornou tema de um afresco representado
por Giotto no grande ciclo sul Santo pintado na basílica
superior de Assisi (PG). Muitos artistas se espelharam em Giotto e
fizeram do presépio um tema para suas obras.
A
iconografia do presépio
Devemos enfatizar que a
ambientação do presépio, como nos
séculos passados e como é ainda hoje, derivou dos
evangelhos apócrifos, pois nos evangelhos oficiais
não são citados maiores detalhes.
A presença do boi e do jumento, por exemplo, teve origem no
“evangelho” de Tiago. Até a quantidade
de magos é controversa. Foram decididos três
magos, como as três dádivas presenteadas por eles,
por um decreto papal de Leone I Magno (papa de 440 a 461, foi ele que
em Peschiera encontrou e parou Attila – o rei dos Unni -
intencionado a conquistar e saquear Roma), enquanto antes disso variava
entre dois e doze.
Uma das mais significantes representações, talvez
até a mais antiga da Itália, deve-se a Amolfo di
Cambio, que em 1289 construiu as figuras para coloca-las ao lado dos
fragmentos do berço de Jerusalém em Santa Maria
Maggiore em Roma.
Presépios primordiais são indicados em 1324 na
capela da casa de Alagni em Amalfi (SA) e em 1370 na morada do nobre
Vermerio di Limburgo, nos Países Baixos, provavelmente algum
santuário erguido para abrigar alguma estátua da
Natividade.
A iconografia do presépio teve um impulso em 400
graças a alguns grandes mestres da pintura; Botticelli na
Adoração dos Magos (Firenze, Galleria degli
Uffizi) representou integrantes da família Medici. Ainda em
400 Luca e Andrea Della Robbia fizeram-se em terracota nas cenas
apresentadas da Natividade e entre elas, aquela do convento de Verna
(AR). Outra terracota robbiana, com fundo afrescado por Benozzo
Gozzoli, encontra-se no duomo di Volterra (PI) e representa os pastores
e a passeata dos magos.
Cedo este tipo de simbolismo foi amplamente difuso em todos os
níveis, principalmente nas famílias, onde a
representação do nascimento de Jesus, com
estatuetas e elementos do ambiente natural se tornou um ritual
irrenunciável. O presépio se firmou em todo o
mundo cristão, especialmente na Itália (em
Toscana, Napoli, Sicilia e no norte graças aos montes
santos) e logo recebeu a conotação de
“arte minnore”.
I
Sacri Monti
Nel 1482 il milanese padre Bernardino
Caimi
rientrò in patria dopo un lungo soggiorno in Palestina
dov'era
stato custode dei luoghi santi. Gli affidarono la comunità
di
Varallo Sesia (VC). Bernardino aveva però un sogno:
riprodurre
attorno ad una statua della Madonna che aveva portato dalla Terra Santa
i luoghi più significativi della vita di Gesù.
Nacque
così il Sacro Monte di Varallo. Gaudenzio Ferrari ebbe il
compito di realizzare in terracotta le statue per le scene, tra cui
anche quella della Nascita.
Come a Varallo, anche a Varese fu realizzato un Sacro Monte. L'idea fu
del frate cappuccino Gian Battista Aguggiari di Monza, che dal suo
convento di Casbeno saliva due volte la settimana al convento delle
suore presso la chiesa di Santa Maria del Monte per le mansioni del suo
ministero. I lavori, iniziati nel dicembre 1604 sotto la direzione di
Giuseppe Bernascone, detto il Mancino, furono completati solo nel 1680.
La terza delle quindici cappelle del rosario fu dedicata al presepio.
Le statue di questa cappella sono attribuite a Martino Retti di
Viganello.
Per rimanere in Lombardia è da ricordare il presepio
intagliato
nel legno, datato 1480, opera di Giovanni De Lupis, custodito nella
parrocchiale di Rivolta d'Adda (BG). Di poco successiva è la
composizione lignea datata 1490, che si trova nella basilica di San
Lorenzo a Mortara (PV), attribuita a Lorenzo di Mortara.
A Milano nella chiesa di San Marco è visibile il presepio
settecentesco di Francesco Landonio con figure realizzate,
anziché in legno o in terracotta, con cartone da dipingere e
da
ritagliare.
Il Concilio di Trento, conclusosi nel 1563, stabilì norme
precise sul culto dei santi e delle reliquie, favorendo così
la
diffusione del presepio quale espressione della religiosità
popolare.
Il
presepe napoletano
Tra le varie tradizioni natalizie che
ogni singola
regione italiana può vantare vale la pena soffermarsi su
quella
napoletana che, come per tutta la locale cultura, trasferì
nel
presepio la fantasia tipica della popolazione partenopea.
Nel 1507 il lombardo Pietro Belverte scolpì a Napoli 28
statue
per i frati di San Domenico Maggiore. Per la prima volta il presepio fu
ambientato in una grotta di pietre vere, forse venute dalla Palestina,
ed arricchito con una taverna.
Il XVI secolo registrò delle novità: Domenico
Impicciati
fu probabilmente il primo a realizzare delle statuine in terracotta ad
uso privato. Uno dei personaggi, altra novità, prese le
sembianze del committente, il nobile sorrentino Matteo Mastrogiudice
della corte aragonese.
Nel 1534 arrivò a Napoli Gaetano da Thiene che aveva
già
dato prova di grande amore per il presepio in Santa Maria Maggiore a
Roma. L'abilità di Gaetano accrebbe la popolarità
del
presepio e particolarmente apprezzato fu quello costruito nell'Ospedale
degli Incurabili.
Si deve ai sacerdoti scolopi , nel primo ventennio del Seicento, il
presepio barocco. Le statuine furono sostituite da manichini snodabili
di legno, rivestiti di stoffe o di abiti. I primissimi manichini
napoletani erano a grandezza umana per poi ridursi attorno ai settanta
centimetri. Il presepio più famoso fu realizzato nel 1627
dagli
scolopi alla Duchessa. La chiesa degli scolopi lo smontava ogni anno
per rimontarlo il Natale successivo: anche questa fu un'innovazione
perché fino ad allora i presepi erano fissi.
Nel 1640, grazie a Michele Perrone, i manichini conservarono testa ed
arti di legno, ma furono realizzati con un'anima in filo di ferro
rivestito di stoppa che consentì alle statue di assumere
pose
più plastiche.
Verso la fine del Seicento nacque la teatralità del presepio
napoletano, arricchita dalla tendenza a mescolare il sacro con il
profano, a rappresentare in ogni arte la quotidianità che
animava piazzette, vie e vicoli. Apparvero nel presepio statue di
personaggi del popolo come i nani, le donne con il gozzo, i pezzenti, i
tavernari, gli osti, i ciabattini, ovvero la rappresentazione degli
umili e dei derelitti, le persone tra le quali Gesù nasce.
Particolarmente significativa fu l'aggiunta dei resti di templi greci e
romani per sottolineare il trionfo del cristianesimo sorto sulle rovine
delle colonne pagane.
Nel Settecento il presepio napoletano visse la sua stagione d'oro,
uscì dalle chiese dove era oggetto di devozione religiosa
per
entrare nelle dimore dell'aristocrazia. Nobili e ricchi borghesi
gareggiarono per allestire impianti scenografici sempre più
ricercati.
Giuseppe Sanmartino, forse il più grande scultore napoletano
del
Settecento, abilissimo a plasmare figure in terracotta, diede inizio ad
una vera scuola di artisti del presepio.
Il frutto della loro arte furono quelle stesse statuine che noi ogni
anno togliamo dagli scatoloni per animare, con la loro
staticità, la scena del presepio; una staticità
che
emerge ancora una volta dal protovangelo di Giacomo dove è
scritto che nell'istante della nascita di Gesù il mondo
cadde
per un attimo nell'immobilità e nel silenzio.
Si dice che la realizzazione del presepio sia un'arte minore, ma
innumerevoli furono invece gli artisti (figurinisti, sarti, ceramisti,
orafi e artigiani vari), peraltro poco noti e non citati dalla critica
ufficiale, che crearono una vera e propria scuola. Tali artisti
lasciarono tracce nella toponomastica di Napoli (vedi il Vico dei
figuranti); quelli poveri furono detti forcellisti derivando tale nome
da Forcella, il rione popolare dove operavano.
Il presepio napoletano ancora oggi continua a schierare personaggi
della Notte Santa affiancati da quelli venuti da un'altra storia o
dalla cronaca contemporanea: il presepio come specchio del mondo.
La
festa dell'Epifania
Accanto alla rappresentazione del
presepio, la tradizione popolare s'interessò anche alla
festa dell'Epifania.
A livello popolare la festa fu tramandata come il ricordo solenne del
giorno in cui i re Magi, guidati dalla cometa, si prostrarono davanti
al Bambino per adorarlo.
La tradizione cristiana li ha identificati come sovrani provenienti
dall'oriente. Abbiamo già visto come il loro numero venne
stabilito da papa Leone I Magno, mentre l'uso dei nomi di Gaspare,
Melchiorre e Baldassarre risale al IX secolo.
La leggenda narra che nel 315 sant'Elena, madre dell'imperatore
Costantino, avesse rinvenuto i corpi dei Magi affidandoli a
sant'Eustorgio, vescovo di Milano. Il trasporto delle preziose reliquie
sarebbe stato effettuato con un carro trainato da alcuni buoi e da un
lupo. Dopo molti anni e svariate vicissitudini, le salme approdarono a
Milano, dove riposarono per otto secoli nella chiesa dedicata a
sant'Eustorgio. Nel 1162 Federico Barbarossa, calato in Italia,
ordinò al suo cancelliere arcivescovo Von Reinald Dassel di
includerli nel bottino di guerra. I corpi dei viaggiatori biblici si
fermarono per sempre in Germania, a Colonia. Nel 1903 una piccola parte
delle reliquie ritornò nel capoluogo lombardo, grazie ai
rapporti amichevoli dell'arcivescovo di Milano cardinal Ferrari col
cardinale di Colonia, Fischer.
Un'altra leggenda lombarda, di origine varesina, vuole che durante il
trasporto da Milano a Colonia i corpi dei re Magi siano transitati da
Busto Arsizio, attraverso il borgo di via Savigo. Qui i bustocchi
dedicarono loro una porta, abbattuta purtroppo nel 1880.
Ancora oggi, alla vigilia dell'Epifania, questi fatti sono ricordati a
Busto Arsizio con una festa nel corso della quale viene acceso un
falò nei pressi del borgo di via Savigo. Il giorno seguente
prende il via un corteo in costume che commemora sia il viaggio dei
Magi verso Betlemme che il trasferimento dei corpi a Colonia.
La devozione dei bustocchi nei confronti dei re Magi è
inoltre legata a episodi della storia cittadina.
Nel 1407 il condottiero Ottobone III era deciso ad impossessarsi di
Busto, ma i consoli e gli uomini della cittadina, secondo il costume
del tempo, fecero voto ai re Magi di celebrare con particolare
devozione la loro festa se essi avessero difeso la città
dalla
minaccia. L'assedio si risolse improvvisamente perché il
condottiero, senza un motivo plausibile, trasferì altrove le
sue
truppe.
Nel febbraio 1408, davanti alle mura di Busto Arsizio si
presentò un'ulteriore minaccia: Facino Cane, condottiero che
aveva militato al servizio dei Visconti, era convinto che, conquistata
Busto Arsizio, tutto il Seprio gli si sarebbe sottomesso.
La leggenda dice che i re Magi sarebbero apparsi minacciosi a Facino
Cane, costringendolo a retrocedere senza poter effettuare le sperate
scorrerie in cerca di bottino.
Il
presepio nell'arte
Fin dalle
origini del
cristianesimo si avvertì la necessità di rendere
maggiormente comprensibili a tutti gli episodi della vita di
Gesù, raffigurandoli con dipinti e affreschi.
Una delle più classiche iconografie utilizzate fu quella
dell'Adorazione dei Magi.
Nel 1525 Benardino Luini iniziò presso il santuario della
Beata
Vergine dei Miracoli di Saronno un ciclo d'affreschi con un'Adorazione
dei Magi ambientata in un paesaggio montano ed eseguì
un'Adorazione dei Magi e un'Adorazione dei pastori nel duomo di Como.
Entrambe le opere facevano parte delle ante che coprivano l'ancona
lignea della chiesa di Sant'Abbondio, appunto il duomo di Como,
eseguite nel 1514.
Sono da ricordare anche gli affreschi che si trovano in Santa Maria
foris Portas a Castelseprio. Le scene rappresentate, che si fanno
risalire al IX secolo, s'ispirano ai vangeli apocrifi (protovangelo di
Giacomo e vangelo dello pseudo Matteo). Sempre proveniente da Santa
Maria foris Portas è un'Adorazione del Bambino che si
ritiene
del XV secolo, strappata nel 1936 e attualmente conservata nella chiesa
di San Martino a Carnago.
Una Natività e un'Adorazione dei Magi con corteo di animali
esotici, opere di Giovan Paolo Lomazzo, si trovano nella chiesa di
Santa Maria la Nova a Caronno Pertusella.
Altri affreschi che raffigurano l'Adorazione dei Magi si trovano in
Santa Maria di Piazza a Busto Arsizio (opera di Giovan Battista della
Cerva, eseguito intorno al 1542) e nella chiesa di Santa Croce a
Gazzada, ma proveniente dall'oratorio di San Bernardino (opera di
Francesco De Tatti degli inizi del Cinquecento).
Ancora da segnalare un'Adorazione dei Magi affrescata nella chiesa di
San Giacomo a Gerenzano, attribuita ad un pittore milanese del secondo
decennio del XVI secolo. Nella stessa chiesa è affrescata
una
Madonna annunziata che, come la Madonna ritratta nell'Adorazione dei
Magi, richiama in modo significativo, per la sua posizione
inginocchiata, la posizione delle mani, l'inclinazione del capo ed i
dettagli dei capelli, la Madonna tra i santi Sebastiano e Rocco
affrescata nella chiesa di San Michele a Venegono Inferiore (parete di
destra).
In San Michele la lunetta sulla parete superiore del portico d'ingresso
presenta un'Adorazione dei Magi realizzata da un pittore probabilmente
di poca importanza, ma ugualmente significativa della devozione dei
venegonesi alla festa dell'Epifania.
Per saperne di più
Per
approfondire ulteriormente le
origini del Presepio e le differenti tradizioni presepistiche delle
regioni italiane ed europee è possibile accedere alla
sezione
relativa alla tesi di laurea, discussa nel febbraio 2009 dalla
venegonese Elisa Bartolomei, scaricando il .pdf del Capitolo 1.
Elisa, iscritta al corso di laurea in Esperto Linguistico
d’impresa della Facoltà di Scienze Linguistiche e
Letterature Straniere presso l’Università
Cattolica del
Sacro Cuore di Milano, con questo lavoro ufficializza la
valenza
culturale del Presepio vivente di Venegono Inferiore riconoscendola in
una tesi di laurea.
La tesi, dal titolo Il turismo religioso minore: i presepi a
Venegono (1960-2000),
analizza dapprima la storia del Presepio dalle sue origini ai giorni
nostri con riferimenti dettagliati sia in Italia che in Europa e si
sofferma poi in modo particolare sul presepio dei Missionari Comboniani
di Venegono Superiore (VA) e su quello vivente dei presepiatt
di Venegono Inferiore (VA).
Dall’introduzione (scarica il .pdf dell’introduzione)
si riporta una frase emblematica che serve per capire appieno il tema
su cui è incentrato il lavoro: “Questo
fenomeno può essere considerato come un tipo particolare di
turismo religioso che si discosta da quello classico che considera
chiese, abbazie, santuari, luoghi sacri come mete visitabili durante
tutto l’arco dell’anno; infatti questo è
un fenomeno
stagionale, in quanto si verifica solo nel periodo limitato alle
festività natalizie e la meta è una
rappresentazione
dello spirito natalizio, che si discosta da quello commerciale che sta
prevalendo negli ultimi anni, rappresentato in due modi differenti,
l’uno, a Venegono Inferiore, in modo più teatrale
con
persone che lo recitano, l’altro, a Venegono Superiore, in
modo
più tematico, che invita le persone a riflettere su
ciò
che sta accadendo nel mondo che ci circonda”.
Tanti
presepi, tutti da visitare
Come abbiamo visto il presepio ha una
tradizione
secolare che è ancora ben radicata ai giorni nostri e
numerose
sono le iniziative sorte per perpetuare il ricordo della nascita di
Gesù. Citiamo le più importanti nelle zone a noi
vicine.
Uno dei maggiori musei del presepio è in Lombardia, a Brembo
di Dalmine (BG), fondato da don Giacomo Piazzoli.
Tra le associazioni di Amici del presepio merita una menzione la
sezione di Groppello d'Adda (BS).
In terra piemontese un accenno è d'obbligo alla Mostra
permanente del presepio allestita presso il santuario di Oropa (BI).
Tra le iniziative dedicate al presepio, nelle zone più
vicine a
Venegono, è da sottolineare quella di Albusciago di Sumirago
dove don Adelio Pedelli (parroco dal 1964 al 1967) ha creato un museo
dedicato a questo genere artistico, raccogliendo in esposizione
permanente circa trecento presepi provenienti da tutto il mondo.
Famoso nella nostra zona è altresì il presepio
che i
Missionari Comboniani, da oltre cinquant'anni, allestiscono nella loro
sede di Venegono Superiore con perseveranza e dedizione. I temi
sviluppati prestano molta attenzione alle problematiche sociali con
particolare riferimento a quelle del terzo mondo.
Degno di nota è anche il presepe sommerso di Laveno: 43
statue
in pietra di Vicenza sono posate sul fondo del Lago Maggiore antistante
la cittadina. Suggestiva è la deposizione del Bambino
Gesù ad opera di sommozzatori.
Nel paese di Vinago di Mornago dal 1979 si dà vita ad un
Presepio vivente la cui connotazione principale consiste nel
coinvolgimento e nella partecipazione della gente alla manifestazione:
la serie di quadri sacri rappresentati vede, infatti, impegnati almeno
120 dei 500 abitanti del paese.
Anche a Bedero Valtravaglia in occasione del Natale ha luogo un
Presepio vivente che sfrutta la spettacolarità dell'ambiente
naturale per narrare le vicende della nascita di Gesù.
A Bedero come a Vinago la coralità della partecipazione
popolare
sottolinea come il Presepio vivente sia un'adesione al messaggio di
Cristo che si fa uomo tra noi, più che uno spettacolo
raffinato
e suggestivo.
Il
presepio della nostra memoria
La storia del presepio non
è stata scritta
solamente da artisti famosi e da grandi avvenimenti. C'è una
storia fatta di episodi più semplici e modesti…
è
la storia del presepio che c'è in ognuno di noi.
Qualcuno di noi, soprattutto gli anziani, ricorda ancora il girovagare
nei boschi alla ricerca del muschio più soffice da
utilizzare
come manto erboso, della roccia più somigliante a una
montagna
per sistemarvi il castello di re Erode oppure del ciocco più
contorto adatto a farvi nascere Gesù Bambino.
Accanto alla ricerca del materiale naturale per la realizzazione del
presepio, i più abili adottano soluzioni e tecniche
fantasiose
per costruire l'ambientazione della Natività: grotte e
montagne
di gesso, segatura per simulare la sabbia del deserto, carta stagnola
per fiumi e laghi.
Con l'andare degli anni, il presepio casalingo si arricchisce di luci
colorate, di piccoli congegni che danno movimento alle statuine e alle
ruote dei mulini; spesso questi presepi comprendono fiumi, cascate e
fontane realizzate con acqua mossa da piccole pompe.
Ancora oggi i più affezionati allestiscono il loro presepio
con
statuine rigorosamente in gesso o cartapesta, rifiutando quelle
più moderne in plastica perché meno espressive.
Si
acquistano o si costruiscono case e accessori (il ponte, il pozzo, il
fuoco, ecc.) realizzati con i materiali più naturali quali
sughero, cortecce e rami contorti…
Tutti noi ricordiamo con nostalgia almeno uno dei presepi realizzati in
gioventù ed è forse per questa passione che un
gruppo di
volontari, trent'anni fa, ha voluto iniziare l'avventura che ci
proponiamo di raccontarvi nelle prossime pagine.
Bibliografia:
BONDIOLI, Pio, Storia di Busto
Arsizio, Varese, La Tipografica Varese, 1987.
CAPOZZI, M. D., Il Cardinale Andrea C. Ferrari Arcivescovo di Milano,
Milano, Istituto di Propaganda Libraria, 1954.
COTTINI, Paolo, Di Festa in Festa. Sagre e tradizioni popolari nel
Varesotto, Varese, Lativa, 1991.
GARGANO, Pietro, Il Presepio. Otto secoli di storia, arte, tradizione,
Milano, Fenice 2000, 1995.
GREGORI, Mina, Pittura a Como e nel Canton Ticino dal Mille al
Settecento, Milano, Cariplo Cassa di Risparmio delle Provincie Lombarde
S.p.A., 1994.
GREGORI, Mina, Pittura tra Ticino e Olona. Varese e la Lombardia
nord-occidentale, Milano, Cariplo Cassa di Risparmio delle Provincie
Lombarde S.p.A., 1992.