Quinta-feira
09 setembro 2010
 

Você é o visitante número:

Luoghi di provenienza dei visitatori

Creative Commons License

tradizione_pt

A tradição do Presépio Vivente

Pode ser útil conhecer as origens da tradição cristã do presépio, que por 200 anos continua com um fascínio imutável.

 

Por que comemoramos o Natal no dia 25 de dezembro
A tradição do Natal do ano de 400 ao 1200
Francisco de Assis e a apresentação da Natividade
A iconografia do presépio
Os montes santos
O presépio napolitano
A festa da Epifania
O presépio na arte
Para saber mais
Tantos presépios para visitar
O presépio da nossa memória
O presépio da nossa memória

Por que comemoramos o Natal no dia 25 de dezembro

A decisão de comemorar no dia 25 de dezembro o nascimento de Jesus Cristo foi tomada por Giulio I (papa de 337 a 352) alguns anos após a decisão histórica de Constantino de conceder a liberdade de culto aos cristãos.
Não por acaso, esta festa acontece no dia em que os pagãos comemoravam o solstício de inverno com festas e banquetes, mas o prolongamento da comemoração dos dias tem uma origem ainda mais antiga e contam provavelmente com os egípcios, adoradores do rei Ra, ou seja, o deus do sol.
O Evangelho de Lucas também fala do Sol: “gracas a entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” Lucas 1:78-79
Enfim, os pais da igreja definiam Jesus como o “sol da justiça” e assim é clara a intenção da igreja de sobrepor uma festa cristã à uma pagã.
Esta data foi aceitada também pela igreja oriental em 380.


A tradição do Natal do ano de 400 a 1200

Entre os anos de 432 e 440 o papa Sisto III levou para Roma alguns fragmentos retidos do berço de Jesus e os colocou na basílica liberiana, que desde então foi dedicada à Maria em honra ao dogma decretado pelo Conselho de Éfeso em 431, onde Maria é reconhecida como a verdadeira mãe de Deus e por isso a basílica recebeu o nome de Santa Maria Maggiore.
Foi nesta mesma igreja que nasceu a tradição da missa do galo, que foi inspirada por um uso semelhante em Jerusalém.
A partir do século VIII o nascimento e ressurreição foram temas de apresentações com fantasias, partes dos evangelhos, que passaram das igrejas às praças até envolver cidades inteiras.
A religiosidade destas aprersentações foi desaparecendo aos poucos a tal ponto que os frades e padres explodiram nos púlpitos contra esta vulgarização. Em 1207 Innocenzo III (cardeal Giovanni Lotario, papa de 1198 a 1216) também o fez e chegou até a proibir tais apresentações.


Francisco de Assis e a apresentação da Natividade

O dia 24 de dezembro de 1223 foi uma data importante para o presépio. Francisco de Assis chegou em Greccio (RI) com o inseparável frade Leone e pediu a Onorio III (cardeal Cencio Savelli pontífice de 1216 a 1227) a anulação da proibição de Innocenzo III e a consegue graças ao apoio de Giovanni Velita, poderoso e generoso local, que lhe cedeu animais, palha e manjedoura.
Na noite da véspera de Natal, ao som de sinos, os habitantes de Greccio foram convocados numa gruta onde Francisco tinha pensado em fazer reviver o nascimento do Redentor. Os habitantes chegaram na gruta a pé, a cavalo, em jumento, pastores inconscientes da cerimônia sagrada. O cardeal Ugolino, conde de Segni, celebrou a missa circundado por animais e pelas pessoas caladas. A lenda conta que enquanto pregava para a multidão, Francisco vê por um momento o Menino Jesus se materializar nos seus braços, como alguns testemunhas declararam de ter visto também.
Francisco de Assis morreu dois anos depois, sem que o acontecimento se repetisse. Os frades franciscanos, com exemplo de seus fundadores, divulgaram a tradição do presépio, tanto que Francisco de Assis foi considerado padrão universal desde 1986.
O acontecimento de Greccio se tornou tema de um afresco representado por Giotto no grande ciclo sul Santo pintado na basílica superior de Assisi (PG). Muitos artistas se espelharam em Giotto e fizeram do presépio um tema para suas obras.


A iconografia do presépio

Devemos enfatizar que a ambientação do presépio, como nos séculos passados e como é ainda hoje, derivou dos evangelhos apócrifos, pois nos evangelhos oficiais não são citados maiores detalhes.
A presença do boi e do jumento, por exemplo, teve origem no “evangelho” de Tiago. Até a quantidade de magos é controversa. Foram decididos três magos, como as três dádivas presenteadas por eles, por um decreto papal de Leone I Magno (papa de 440 a 461, foi ele que em Peschiera encontrou e parou Attila – o rei dos Unni - intencionado a conquistar e saquear Roma), enquanto antes disso variava entre dois e doze.
Uma das mais significantes representações, talvez até a mais antiga da Itália, deve-se a Amolfo di Cambio, que em 1289 construiu as figuras para coloca-las ao lado dos fragmentos do berço de Jerusalém em Santa Maria Maggiore em Roma.
Presépios primordiais são indicados em 1324 na capela da casa de Alagni em Amalfi (SA) e em 1370 na morada do nobre Vermerio di Limburgo, nos Países Baixos, provavelmente algum santuário erguido para abrigar alguma estátua da Natividade.
A iconografia do presépio teve um impulso em 400 graças a alguns grandes mestres da pintura; Botticelli na Adoração dos Magos (Firenze, Galleria degli Uffizi) representou integrantes da família Medici. Ainda em 400 Luca e Andrea Della Robbia fizeram-se em terracota nas cenas apresentadas da Natividade e entre elas, aquela do convento de Verna (AR). Outra terracota robbiana, com fundo afrescado por Benozzo Gozzoli, encontra-se no duomo di Volterra (PI) e representa os pastores e a passeata dos magos.
Cedo este tipo de simbolismo foi amplamente difuso em todos os níveis, principalmente nas famílias, onde a representação do nascimento de Jesus, com estatuetas e elementos do ambiente natural se tornou um ritual irrenunciável. O presépio se firmou em todo o mundo cristão, especialmente na Itália (em Toscana, Napoli, Sicilia e no norte graças aos montes santos) e logo recebeu a conotação de “arte minnore”.


I Sacri Monti

Nel 1482 il milanese padre Bernardino Caimi rientrò in patria dopo un lungo soggiorno in Palestina dov'era stato custode dei luoghi santi. Gli affidarono la comunità di Varallo Sesia (VC). Bernardino aveva però un sogno: riprodurre attorno ad una statua della Madonna che aveva portato dalla Terra Santa i luoghi più significativi della vita di Gesù. Nacque così il Sacro Monte di Varallo. Gaudenzio Ferrari ebbe il compito di realizzare in terracotta le statue per le scene, tra cui anche quella della Nascita.
Come a Varallo, anche a Varese fu realizzato un Sacro Monte. L'idea fu del frate cappuccino Gian Battista Aguggiari di Monza, che dal suo convento di Casbeno saliva due volte la settimana al convento delle suore presso la chiesa di Santa Maria del Monte per le mansioni del suo ministero. I lavori, iniziati nel dicembre 1604 sotto la direzione di Giuseppe Bernascone, detto il Mancino, furono completati solo nel 1680. La terza delle quindici cappelle del rosario fu dedicata al presepio. Le statue di questa cappella sono attribuite a Martino Retti di Viganello.
Per rimanere in Lombardia è da ricordare il presepio intagliato nel legno, datato 1480, opera di Giovanni De Lupis, custodito nella parrocchiale di Rivolta d'Adda (BG). Di poco successiva è la composizione lignea datata 1490, che si trova nella basilica di San Lorenzo a Mortara (PV), attribuita a Lorenzo di Mortara.
A Milano nella chiesa di San Marco è visibile il presepio settecentesco di Francesco Landonio con figure realizzate, anziché in legno o in terracotta, con cartone da dipingere e da ritagliare.
Il Concilio di Trento, conclusosi nel 1563, stabilì norme precise sul culto dei santi e delle reliquie, favorendo così la diffusione del presepio quale espressione della religiosità popolare.


Il presepe napoletano

Tra le varie tradizioni natalizie che ogni singola regione italiana può vantare vale la pena soffermarsi su quella napoletana che, come per tutta la locale cultura, trasferì nel presepio la fantasia tipica della popolazione partenopea.
Nel 1507 il lombardo Pietro Belverte scolpì a Napoli 28 statue per i frati di San Domenico Maggiore. Per la prima volta il presepio fu ambientato in una grotta di pietre vere, forse venute dalla Palestina, ed arricchito con una taverna.
Il XVI secolo registrò delle novità: Domenico Impicciati fu probabilmente il primo a realizzare delle statuine in terracotta ad uso privato. Uno dei personaggi, altra novità, prese le sembianze del committente, il nobile sorrentino Matteo Mastrogiudice della corte aragonese.
Nel 1534 arrivò a Napoli Gaetano da Thiene che aveva già dato prova di grande amore per il presepio in Santa Maria Maggiore a Roma. L'abilità di Gaetano accrebbe la popolarità del presepio e particolarmente apprezzato fu quello costruito nell'Ospedale degli Incurabili.
Si deve ai sacerdoti scolopi , nel primo ventennio del Seicento, il presepio barocco. Le statuine furono sostituite da manichini snodabili di legno, rivestiti di stoffe o di abiti. I primissimi manichini napoletani erano a grandezza umana per poi ridursi attorno ai settanta centimetri. Il presepio più famoso fu realizzato nel 1627 dagli scolopi alla Duchessa. La chiesa degli scolopi lo smontava ogni anno per rimontarlo il Natale successivo: anche questa fu un'innovazione perché fino ad allora i presepi erano fissi.
Nel 1640, grazie a Michele Perrone, i manichini conservarono testa ed arti di legno, ma furono realizzati con un'anima in filo di ferro rivestito di stoppa che consentì alle statue di assumere pose più plastiche.
Verso la fine del Seicento nacque la teatralità del presepio napoletano, arricchita dalla tendenza a mescolare il sacro con il profano, a rappresentare in ogni arte la quotidianità che animava piazzette, vie e vicoli. Apparvero nel presepio statue di personaggi del popolo come i nani, le donne con il gozzo, i pezzenti, i tavernari, gli osti, i ciabattini, ovvero la rappresentazione degli umili e dei derelitti, le persone tra le quali Gesù nasce.
Particolarmente significativa fu l'aggiunta dei resti di templi greci e romani per sottolineare il trionfo del cristianesimo sorto sulle rovine delle colonne pagane.
Nel Settecento il presepio napoletano visse la sua stagione d'oro, uscì dalle chiese dove era oggetto di devozione religiosa per entrare nelle dimore dell'aristocrazia. Nobili e ricchi borghesi gareggiarono per allestire impianti scenografici sempre più ricercati.
Giuseppe Sanmartino, forse il più grande scultore napoletano del Settecento, abilissimo a plasmare figure in terracotta, diede inizio ad una vera scuola di artisti del presepio.
Il frutto della loro arte furono quelle stesse statuine che noi ogni anno togliamo dagli scatoloni per animare, con la loro staticità, la scena del presepio; una staticità che emerge ancora una volta dal protovangelo di Giacomo dove è scritto che nell'istante della nascita di Gesù il mondo cadde per un attimo nell'immobilità e nel silenzio.
Si dice che la realizzazione del presepio sia un'arte minore, ma innumerevoli furono invece gli artisti (figurinisti, sarti, ceramisti, orafi e artigiani vari), peraltro poco noti e non citati dalla critica ufficiale, che crearono una vera e propria scuola. Tali artisti lasciarono tracce nella toponomastica di Napoli (vedi il Vico dei figuranti); quelli poveri furono detti forcellisti derivando tale nome da Forcella, il rione popolare dove operavano.
Il presepio napoletano ancora oggi continua a schierare personaggi della Notte Santa affiancati da quelli venuti da un'altra storia o dalla cronaca contemporanea: il presepio come specchio del mondo.


La festa dell'Epifania

Accanto alla rappresentazione del presepio, la tradizione popolare s'interessò anche alla festa dell'Epifania.
A livello popolare la festa fu tramandata come il ricordo solenne del giorno in cui i re Magi, guidati dalla cometa, si prostrarono davanti al Bambino per adorarlo.
La tradizione cristiana li ha identificati come sovrani provenienti dall'oriente. Abbiamo già visto come il loro numero venne stabilito da papa Leone I Magno, mentre l'uso dei nomi di Gaspare, Melchiorre e Baldassarre risale al IX secolo.
La leggenda narra che nel 315 sant'Elena, madre dell'imperatore Costantino, avesse rinvenuto i corpi dei Magi affidandoli a sant'Eustorgio, vescovo di Milano. Il trasporto delle preziose reliquie sarebbe stato effettuato con un carro trainato da alcuni buoi e da un lupo. Dopo molti anni e svariate vicissitudini, le salme approdarono a Milano, dove riposarono per otto secoli nella chiesa dedicata a sant'Eustorgio. Nel 1162 Federico Barbarossa, calato in Italia, ordinò al suo cancelliere arcivescovo Von Reinald Dassel di includerli nel bottino di guerra. I corpi dei viaggiatori biblici si fermarono per sempre in Germania, a Colonia. Nel 1903 una piccola parte delle reliquie ritornò nel capoluogo lombardo, grazie ai rapporti amichevoli dell'arcivescovo di Milano cardinal Ferrari col cardinale di Colonia, Fischer.
Un'altra leggenda lombarda, di origine varesina, vuole che durante il trasporto da Milano a Colonia i corpi dei re Magi siano transitati da Busto Arsizio, attraverso il borgo di via Savigo. Qui i bustocchi dedicarono loro una porta, abbattuta purtroppo nel 1880.
Ancora oggi, alla vigilia dell'Epifania, questi fatti sono ricordati a Busto Arsizio con una festa nel corso della quale viene acceso un falò nei pressi del borgo di via Savigo. Il giorno seguente prende il via un corteo in costume che commemora sia il viaggio dei Magi verso Betlemme che il trasferimento dei corpi a Colonia.
La devozione dei bustocchi nei confronti dei re Magi è inoltre legata a episodi della storia cittadina.
Nel 1407 il condottiero Ottobone III era deciso ad impossessarsi di Busto, ma i consoli e gli uomini della cittadina, secondo il costume del tempo, fecero voto ai re Magi di celebrare con particolare devozione la loro festa se essi avessero difeso la città dalla minaccia. L'assedio si risolse improvvisamente perché il condottiero, senza un motivo plausibile, trasferì altrove le sue truppe.
Nel febbraio 1408, davanti alle mura di Busto Arsizio si presentò un'ulteriore minaccia: Facino Cane, condottiero che aveva militato al servizio dei Visconti, era convinto che, conquistata Busto Arsizio, tutto il Seprio gli si sarebbe sottomesso.
La leggenda dice che i re Magi sarebbero apparsi minacciosi a Facino Cane, costringendolo a retrocedere senza poter effettuare le sperate scorrerie in cerca di bottino.


Il presepio nell'arte

Fin dalle origini del cristianesimo si avvertì la necessità di rendere maggiormente comprensibili a tutti gli episodi della vita di Gesù, raffigurandoli con dipinti e affreschi.
Una delle più classiche iconografie utilizzate fu quella dell'Adorazione dei Magi.
Nel 1525 Benardino Luini iniziò presso il santuario della Beata Vergine dei Miracoli di Saronno un ciclo d'affreschi con un'Adorazione dei Magi ambientata in un paesaggio montano ed eseguì un'Adorazione dei Magi e un'Adorazione dei pastori nel duomo di Como. Entrambe le opere facevano parte delle ante che coprivano l'ancona lignea della chiesa di Sant'Abbondio, appunto il duomo di Como, eseguite nel 1514.
Sono da ricordare anche gli affreschi che si trovano in Santa Maria foris Portas a Castelseprio. Le scene rappresentate, che si fanno risalire al IX secolo, s'ispirano ai vangeli apocrifi (protovangelo di Giacomo e vangelo dello pseudo Matteo). Sempre proveniente da Santa Maria foris Portas è un'Adorazione del Bambino che si ritiene del XV secolo, strappata nel 1936 e attualmente conservata nella chiesa di San Martino a Carnago.
Una Natività e un'Adorazione dei Magi con corteo di animali esotici, opere di Giovan Paolo Lomazzo, si trovano nella chiesa di Santa Maria la Nova a Caronno Pertusella.
Altri affreschi che raffigurano l'Adorazione dei Magi si trovano in Santa Maria di Piazza a Busto Arsizio (opera di Giovan Battista della Cerva, eseguito intorno al 1542) e nella chiesa di Santa Croce a Gazzada, ma proveniente dall'oratorio di San Bernardino (opera di Francesco De Tatti degli inizi del Cinquecento).
Ancora da segnalare un'Adorazione dei Magi affrescata nella chiesa di San Giacomo a Gerenzano, attribuita ad un pittore milanese del secondo decennio del XVI secolo. Nella stessa chiesa è affrescata una Madonna annunziata che, come la Madonna ritratta nell'Adorazione dei Magi, richiama in modo significativo, per la sua posizione inginocchiata, la posizione delle mani, l'inclinazione del capo ed i dettagli dei capelli, la Madonna tra i santi Sebastiano e Rocco affrescata nella chiesa di San Michele a Venegono Inferiore (parete di destra).
In San Michele la lunetta sulla parete superiore del portico d'ingresso presenta un'Adorazione dei Magi realizzata da un pittore probabilmente di poca importanza, ma ugualmente significativa della devozione dei venegonesi alla festa dell'Epifania.


Per saperne di più

Per approfondire ulteriormente le origini del Presepio e le differenti tradizioni presepistiche delle regioni italiane ed europee è possibile accedere alla sezione relativa alla tesi di laurea, discussa nel febbraio 2009 dalla venegonese Elisa Bartolomei, scaricando il .pdf del Capitolo 1.
Elisa, iscritta al corso di laurea in Esperto Linguistico d’impresa della Facoltà di Scienze Linguistiche e Letterature Straniere presso l’Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano, con questo lavoro ufficializza la valenza culturale del Presepio vivente di Venegono Inferiore riconoscendola in una tesi di laurea.
La tesi, dal titolo Il turismo religioso minore: i presepi a Venegono (1960-2000), analizza dapprima la storia del Presepio dalle sue origini ai giorni nostri con riferimenti dettagliati sia in Italia che in Europa e si sofferma poi in modo particolare sul presepio dei Missionari Comboniani di Venegono Superiore (VA) e su quello vivente dei presepiatt di Venegono Inferiore (VA).
Dall’introduzione (scarica il .pdf dell’introduzione) si riporta una frase emblematica che serve per capire appieno il tema su cui è incentrato il lavoro: “Questo fenomeno può essere considerato come un tipo particolare di turismo religioso che si discosta da quello classico che considera chiese, abbazie, santuari, luoghi sacri come mete visitabili durante tutto l’arco dell’anno; infatti questo è un fenomeno stagionale, in quanto si verifica solo nel periodo limitato alle festività natalizie e la meta è una rappresentazione dello spirito natalizio, che si discosta da quello commerciale che sta prevalendo negli ultimi anni, rappresentato in due modi differenti, l’uno, a Venegono Inferiore, in modo più teatrale con persone che lo recitano, l’altro, a Venegono Superiore, in modo più tematico, che invita le persone a riflettere su ciò che sta accadendo nel mondo che ci circonda”.


Tanti presepi, tutti da visitare

Come abbiamo visto il presepio ha una tradizione secolare che è ancora ben radicata ai giorni nostri e numerose sono le iniziative sorte per perpetuare il ricordo della nascita di Gesù. Citiamo le più importanti nelle zone a noi vicine.
Uno dei maggiori musei del presepio è in Lombardia, a Brembo di Dalmine (BG), fondato da don Giacomo Piazzoli.
Tra le associazioni di Amici del presepio merita una menzione la sezione di Groppello d'Adda (BS).
In terra piemontese un accenno è d'obbligo alla Mostra permanente del presepio allestita presso il santuario di Oropa (BI).
Tra le iniziative dedicate al presepio, nelle zone più vicine a Venegono, è da sottolineare quella di Albusciago di Sumirago dove don Adelio Pedelli (parroco dal 1964 al 1967) ha creato un museo dedicato a questo genere artistico, raccogliendo in esposizione permanente circa trecento presepi provenienti da tutto il mondo.
Famoso nella nostra zona è altresì il presepio che i Missionari Comboniani, da oltre cinquant'anni, allestiscono nella loro sede di Venegono Superiore con perseveranza e dedizione. I temi sviluppati prestano molta attenzione alle problematiche sociali con particolare riferimento a quelle del terzo mondo.
Degno di nota è anche il presepe sommerso di Laveno: 43 statue in pietra di Vicenza sono posate sul fondo del Lago Maggiore antistante la cittadina. Suggestiva è la deposizione del Bambino Gesù ad opera di sommozzatori.
Nel paese di Vinago di Mornago dal 1979 si dà vita ad un Presepio vivente la cui connotazione principale consiste nel coinvolgimento e nella partecipazione della gente alla manifestazione: la serie di quadri sacri rappresentati vede, infatti, impegnati almeno 120 dei 500 abitanti del paese.
Anche a Bedero Valtravaglia in occasione del Natale ha luogo un Presepio vivente che sfrutta la spettacolarità dell'ambiente naturale per narrare le vicende della nascita di Gesù.
A Bedero come a Vinago la coralità della partecipazione popolare sottolinea come il Presepio vivente sia un'adesione al messaggio di Cristo che si fa uomo tra noi, più che uno spettacolo raffinato e suggestivo.


Il presepio della nostra memoria

La storia del presepio non è stata scritta solamente da artisti famosi e da grandi avvenimenti. C'è una storia fatta di episodi più semplici e modesti… è la storia del presepio che c'è in ognuno di noi.
Qualcuno di noi, soprattutto gli anziani, ricorda ancora il girovagare nei boschi alla ricerca del muschio più soffice da utilizzare come manto erboso, della roccia più somigliante a una montagna per sistemarvi il castello di re Erode oppure del ciocco più contorto adatto a farvi nascere Gesù Bambino.
Accanto alla ricerca del materiale naturale per la realizzazione del presepio, i più abili adottano soluzioni e tecniche fantasiose per costruire l'ambientazione della Natività: grotte e montagne di gesso, segatura per simulare la sabbia del deserto, carta stagnola per fiumi e laghi.
Con l'andare degli anni, il presepio casalingo si arricchisce di luci colorate, di piccoli congegni che danno movimento alle statuine e alle ruote dei mulini; spesso questi presepi comprendono fiumi, cascate e fontane realizzate con acqua mossa da piccole pompe.
Ancora oggi i più affezionati allestiscono il loro presepio con statuine rigorosamente in gesso o cartapesta, rifiutando quelle più moderne in plastica perché meno espressive. Si acquistano o si costruiscono case e accessori (il ponte, il pozzo, il fuoco, ecc.) realizzati con i materiali più naturali quali sughero, cortecce e rami contorti…
Tutti noi ricordiamo con nostalgia almeno uno dei presepi realizzati in gioventù ed è forse per questa passione che un gruppo di volontari, trent'anni fa, ha voluto iniziare l'avventura che ci proponiamo di raccontarvi nelle prossime pagine.


Bibliografia:

BONDIOLI, Pio, Storia di Busto Arsizio, Varese, La Tipografica Varese, 1987.
CAPOZZI, M. D., Il Cardinale Andrea C. Ferrari Arcivescovo di Milano, Milano, Istituto di Propaganda Libraria, 1954.
COTTINI, Paolo, Di Festa in Festa. Sagre e tradizioni popolari nel Varesotto, Varese, Lativa, 1991.
GARGANO, Pietro, Il Presepio. Otto secoli di storia, arte, tradizione, Milano, Fenice 2000, 1995.
GREGORI, Mina, Pittura a Como e nel Canton Ticino dal Mille al Settecento, Milano, Cariplo Cassa di Risparmio delle Provincie Lombarde S.p.A., 1994.
GREGORI, Mina, Pittura tra Ticino e Olona. Varese e la Lombardia nord-occidentale, Milano, Cariplo Cassa di Risparmio delle Provincie Lombarde S.p.A., 1992.

 

 

M